Faculdade CDL


 

Fortaleza, em meio à bagunça do dia a dia corrido, tem uma memória tão desconhecida quanto óbvia. Ela está no Centro, na Praia de Iracema, na Barra do Ceará, em Messejana e em tantos outros espaços que escapam do circuito turístico de cidade litorânea. Basta um olhar mais atento, para perceber a literatura, a história e a cearensidade de José de Alencar nestes pontos da Cidade. Essa é a proposta do projeto “Caminhos de Iracema”, tocado dia 25 de maio de 2014 pela Faculdade CDL, e que percorreu os registros de Alencar e sua Iracema fictícia, na Capital.

Um grupo de 48 pessoas fez pela manhã o percurso, que saiu do Centro da Cidade, cruzando Praia de Iracema, Beira Mar, Barra do Ceará e, por fim, Messejana, para conhecer teatro, praça, estátuas de Iracema, Forte de São Sebastião, sítio Alagadiço Novo (ou Casa de José de Alencar) e outros pontos relacionados à obra do autor.

“Moro no bairro Jacarecanga e tem muitos desses lugares que eu nem conhecia ou só ouvia falar. Morar em Fortaleza é assim e tem muita gente que nem sabe que esses lugares existem”, diz a estudante Mariana Mendes Ferreira, 18 anos, que acompanhou todo o trajeto do grupo.

A memória física de Fortaleza está esparramada em diversos pontos da Cidade, que vão de um extremo a outro. Ainda assim, ela é pouco enxergada e pouco valorizada. “A cidade não está aproveitando sua história como ela é. Os monumentos precisam ser mais visitados, os espaços históricos precisam ser mais frequentados”, observa o turismólogo Gerson Linhares, idealizador do projeto.


Educação patrimonial


O ensino voltado para a compreensão do patrimônio histórico de um espaço ainda é algo que precisa ser modificado na base da educação brasileira. Segundo Gerson, a população não tem o entendimento da importância e da imensidão que há na história e, consequentemente, acaba por desvalorizar e negligenciar as memórias. “É na base da educação que é preciso trabalhar esse compreensão. Se isso acontecesse, não veríamos as estátuas de Iracema depredadas, por exemplo”.


Em 10 de março deste ano, foi inaugurado, no espigão da rua João Cordeiro, o primeiro livro aberto do País, com toda a obra “Iracema” de José de Alencar. Os tótens onde estão as páginas do livro já foram pichadas, neste meio tempo. “É reflexo de como as pessoas veem esses equipamentos”, diz Gerson.



Saiba mais

O projeto “Caminhos de Iracema” busca visitar tudo o que tem relacionado a José de Alencar e sua literatura em Fortaleza. O percurso sai da Faculdade CDL, no Centro e passa por diversos pontos: Theatro e praça José de Alencar, estátuas de Iracema, Cruzeiro de São Tiago, Forte de São Sebastião e Casa de José de Alencar.


No livro “Iracema” - que dá nome ao projeto -, o autor cita diversos locais de Fortaleza e do Ceará. Pensando nisto, Gerson Linhares, resolveu mostrar os pontos por onde andou José de Alencar - como Messejana, onde ele morou - fazendo um percurso para resgatar a história da Capital. O trajeto faz parte da programação do projeto “Circuito Cultural – Em cada lugar um pouco da nossa história”.


Em Fortaleza há cinco estátuas de Iracema. As esculturas estão na Praia de Iracema, na Leste-Oeste, no Mucuripe, em Messejana, e no Palácio de Iracema.

MATÉRIA: JORNAL O POVO

(Camila Holanda / Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )


Confira abaixo o registro fotográfico do Circuito Cultural realizado dia 25/05/2014.











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